Mais de 100 mil mulheres em MT podem ter síndrome ligada ao diabetes sem saber

Condição hormonal e metabólica pode aumentar o risco de diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares; mudança de nomenclatura busca facilitar diagnóstico


Por Rota Araguaia em 10/08/2026 às 10:29 hs

Mais de 100 mil mulheres em MT podem ter síndrome ligada ao diabetes sem saber
Dialog Assessoria e Comunicação

Redação com Notícia Max

 

Cerca de 150 mil mulheres em Mato Grosso podem conviver com uma condição hormonal e metabólica que, em muitos casos, permanece sem diagnóstico. A estimativa aponta que mais de 100 mil delas, aproximadamente 70%, não sabem que apresentam o quadro, devido principalmente à ausência de sintomas considerados clássicos e às dificuldades na identificação da doença.

Conhecida anteriormente como Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), a condição passou a ser denominada Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP), segundo consenso internacional citado na reportagem. A mudança procura afastar a ideia de que o problema esteja relacionado exclusivamente à presença de cistos nos ovários ou à infertilidade.

De acordo com informações publicadas pelo Notícia Max, a endocrinologista Renata Bussuan explica que a antiga associação direta da síndrome com os resultados do ultrassom contribuía para atrasar diagnósticos. A especialista destaca que a condição envolve alterações hormonais e metabólicas e não deve ser analisada somente a partir das características dos ovários.

Entre os sinais que merecem atenção estão menstruação irregular, acne intensa, excesso de pelos, queda de cabelo e acúmulo de gordura abdominal. A ausência de sobrepeso também não elimina a possibilidade da síndrome, já que existem mulheres com peso considerado normal que apresentam alterações hormonais ou falhas na ovulação.

A resistência à insulina aparece como um dos principais mecanismos associados à condição. Quando o organismo encontra dificuldades para utilizar adequadamente a insulina, o pâncreas aumenta a produção do hormônio, processo que pode estimular alterações hormonais e contribuir para um ciclo de desequilíbrio metabólico. A associação entre SOP, resistência à insulina e maior risco de diabetes tipo 2 também é reconhecida na literatura médica.

Sem acompanhamento adequado, o quadro pode estar relacionado ao desenvolvimento de pré-diabetes, diabetes tipo 2, colesterol elevado, gordura no fígado, hipertensão e aumento do risco cardiovascular. Por isso, a identificação precoce dos sinais e a avaliação médica são importantes para definir a estratégia de acompanhamento de cada paciente.

O tratamento deve ser individualizado e pode envolver diferentes profissionais, incluindo médicos, nutricionistas e profissionais de  educação física. As medidas adotadas dependem dos sintomas, das alterações metabólicas e dos objetivos de cada mulher, como regular o ciclo menstrual, controlar o peso ou planejar uma gravidez.



Deixe seu Comentário


 topo

Seja visto por centenas de pessoas diariamente

Cadastre-se agora mesmo em nosso guia comercial, conheça agora mesmo nossos planos !